'Se não estão inertes, eles que trabalhem'
O vereador Joel Garcia (PDT) negou que o pedido de ''desmanche'' do Gaeco em Londrina, com a saída de dez policiais civis e militares, seja uma retaliação às investigações do grupo, as quais já resultaram em seis ações - três criminais e três cíveis - contra ele. Joel também negou que a medida tenha alguma relação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) defendida por deputados estaduais e retirada de pauta esta semana e que veda a cessão de policiais civis e militares ao Ministério Público (MP). A discussão da PEC começou depois do escândalo que resultou em prisões e denúncias contra suspeitos de contratação de ''fantasmas'' na Assembleia Legislativa.
O vereador justificou que a iniciativa foi uma resposta ao latrocínio ocorrido no dia 13 de abril, em Londrina, quando o estudante Wagner Cardoso Farias, 26, foi morto e teve o carro levado por assaltantes quando deixava a faculdade, na região central. O crime ainda não foi solucionado pela polícia.
''As polícias civil e militar estavam sem poder de investigação, porque seus principais homens estavam à disposição dos promotores. Fiz o pedido a Curitiba para ajudar; não é retaliação minha, mesmo porque sou inocente'', definiu, para completar: ''E se não estão inertes, eles que trabalhem''.
O promotor Jorge Barreto, do Gaeco, lamentou o ofício de Joel. ''MP e polícias são instituições que, no grupo, se complementam. Creio que o vereador não só desconhece o funcionamento de ambas como deprecia os demais policiais da cidade que não estão no Gaeco'', sublinhou. ''E ainda desconhece o que seja crime organizado, pois, só para combate ao tráfico, há a Polícia Federal, o Denarc e mesmo a P2 (serviço reservado da PM).'' (J.G.)





