'Se me hostilizarem, não será problema meu'
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Marina Dias<br>Folhapress 
Brasília - Dilma Rousseff estava mais bem humorada do que no último encontro. Essa foi a impressão quase unânime de quem esteve na quinta-feira (18) no Palácio da Alvorada para tratar do discurso que a presidente afastada fará no Senado próxima segunda-feira (29). Será uma espécie de interrogatório em que a petista vai se defender da acusação de ter cometido crime de responsabilidade fiscal. E Dilma se dizia tranquila. "Se me hostilizarem, não será problema meu", afirmou a aliados. "Se o Senado quiser repetir a sessão da Câmara, é um problema do Senado", completou em referência à votação de 17 de abril, em que deputados autorizaram a abertura do processo de impeachment com saudações, inclusive, ao torturador de Dilma, o coronel Carlos Brilhante Ustra. Não foi um trabalho fácil convencer a presidente afastada a comparecer ao plenário do Senado. Ela estava reticente e ouviu todas as argumentações de auxiliares antes de bater o martelo no início desta semana. Agora, afirmam pessoas próximas, "Dilma volta a ser Dilma" e dedica quase que a totalidade de seu dia na preparação do discurso. Seu advogado, José Eduardo Cardozo, vai começar a trabalhar na produção do texto neste fim de semana.


