O presidente em exercício da Câmara de Londrina, Jorge Scaff (PSB), afirmou ontem que não deixará de cumprir sua obrigação e assumirá o governo, caso o prefeito Antonio Belinati (PFL) seja notificado pelos oficiais de Justiça e tenha de se afastar. Ele disse, no entanto, que mantém cautela neste momento porque respeita a hierarquia sucessória, referindo-se ao fato do prefeito não ter sido notificado ainda e por ser vice-presidente do Legislativo. O presidente da Casa, Renato Araújo (PPB), está em licença médica até o próximo dia 27.
‘‘Mas se for preciso cumprirei com minha obrigação; a cidade não pode ficar sem prefeito’’, afirmou Scaff, por telefone, no início da noite. O vereador afirmou que tem planos de disputar a reeleição, mas, admite que pode rever a decisão, caso tenha de substituir Belinati na administração municipal. Cuidadoso, Scaff insistiu que qualquer atitude depende antes de certificar-se se a substituição caberá realmente ao vice-presidente da Câmara.
O vereador disse que ficou sabendo da decisão da 8ª Vara Cível, José Roberto Pinto Júnior, por volta das 17 horas. ‘‘Confesso que fui apanhado de surpresa’’, afirmou. Porém, ele considerou ‘‘natural’’ o fato do prefeito ter sido reconduzido ao cargo através de liminar do Tribunal de Justiça, e sete horas depois voltar à situação anterior em virtude de nova decisão judicial. ‘‘A Constituição permite, no fim estamos assistindo a uma guerra jurídica bonita’’, afirmou ele.
O presidente da Câmara Renato Araújo submete-se a novo exame na segunda-feira. Ele teve uma crise de diverticulite há duas semanas e está em licença até o final do mês. A família do vereador disse que ele ainda sente dores e deve ficar em repouso em casa por mais alguns dias. Dependendo do resultado do exame da segunda-feira, Araújo poderá até retornar às atividades antes do prazo estabelecido para sua licença.

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