Se eleito, Requião pretende tomar posse em Londrina
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quarta-feira, 23 de outubro de 2002
Marcos Espíndola<BR>Reportagem Local 
Na sua última passagem por Londrina antes da decisão do segundo turno, o candidato ao governo do Estado, Roberto Requião (PMDB), adiantou que, se eleito, tomará posse na cidade, a exemplo do que fez em 1990 quando assumiu o Palácio Iguaçu pela primeira vez. O peemedebista encerrou a campanha no interior do Estado com dois showmícios na noite de terça-feira, em Arapongas (Norte) e em Londrina, onde reuniu cerca de seis mil pessoas na Avenida Saul Elkind, nos Cinco Conjuntos (região Norte).
Embora não escondendo o cansaço e afônico, Requião chegou na avenida entusiasmado com a liderança na disputa apontada pela última pesquisa Ibope. O seu último comício em Londrina no primeiro turno, Requião encontrava-se em situação adversa e desconfortável, com o segundo lugar nas pesquisas, além da preocupação de perder no município. Temor que se confirmou com os resultados da votação em Londrina, onde ele ficou em quarto lugar, atrás de Alvaro Dias (PDT), Beto Richa (PSDB) e Padre Roque Zimmermann.
Na terça-feira à noite, Requião subiu no palanque cercado de novos aliados, como os deputados federais Padre Roque Zimmermann (PT), Paulo Bernardo (PT) e Alex Canziani (PSDB), que já transformou o seu escritório político de Londrina no comitê Serra/Requião. Os presidentes estaduais do PT, André Vargas, do PPS, Rubens Bueno e do PL, Pastor Oliveira, além da deputada estadual Elza Correia (PMDB) e do prefeito de Londrina Nedson Micheleti (PT), engrossaram a lista de aliados.
Micheleti, uma das poucas lideranças que teve oportunidade de falar no comício foi surpreendido por uma ruidosa e constrangedora vaia vinda do público. Antes de falar, Requião recebeu os cumprimentos de um correligionário que o comparou a um cavalo inglês, que salta os obstáculos sem perder a imponência. O peemedebista abriu seu discurso prometendo tomar posse em Londrina, a capital cívica do Paraná. Popularizou a fala ao chamar o público de rapaziada e prometeu, se eleito, garantir segurança e construir viadutos.
Mesmo com a presença de alguns tucanos no palanque, Requião usou boa parte do seu tempo elogiando Lula e disparando contra José Serra (PSDB). Votar em Serra é beijar a ponta do chicote que nos açoita, disse o candidato.


