Nem a amizade pessoal com o governador Jaime Lerner (PDT) fez o secretário dos Transportes, Deni Schwartz (PSDB), manter-se no cargo. O tucano não resistiu à pressão e às críticas dos ‘aliados’ na Assembléia Legislativa e entregou ainda na semana passada o seu pedido de demissão.
‘‘Já cumpri o meu dever neste governo’’, justifica Schwartz, que durante a solenidade de anúncio da reforma foi convidado por Lerner para assumir uma diretoria, possivelmente de ‘‘Assuntos Estratégicos’’ da Copel. O tucano, que não deu o ‘sim’ porque ainda avalia a proposta, disse ontem, no início da tarde, que sairia do governo para se dedicar à iniciativa privada e para ‘‘trabalhar pela reeleição do governador’’.
Para Schwartz, o relacionamento político com o Legislativo ‘‘foi o melhor possível’’. ‘‘Graças aos deputados, consegui cumprir a minha meta que era agilizar quatro processos de privatização’’, afirma, referindo-se aos editais de concorrência para a exploração dos serviços do ferry-boat, do Anel de Integração, da operação da Ferroeste e do terminal de containeres do Porto de Paranaguá.
‘‘O edital está pronto e será entregue amanhã (hoje) para o governador. Fiz aquilo que me propus’’, observou. Schwartz ficou surpreso com o convite feito por Lerner na última hora. O governador disse que não pretende ‘‘abrir mão da sua participação do tucano no governo’’. ‘‘É meu companheiro de turma, a sua honradez e competência são fundamentais’’, discursou Lerner.
Sucessor ‘Engolido’ pelo governador Jaime Lerner, o sucessor de Schwartz na pasta, o ex-deputado Heinz Herwing, avalia como importante o apoio que recebeu dos deputados governistas para a sua indicação. ‘‘Eu tenho acompanhado o Jaime desde a primeira hora e vou desenvolver um bom trabalho’’, declarou.
Deni Schwartz não quis polemizar a troca. Elogiou o sucessor e disse que Herwing ‘‘é excelente pela sua prática e trânsito junto aos deputados’’. (L.D.)

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