Cinco candidatos estão oficializados na disputa pela Prefeitura de Apucarana (75 mil eleitores): Carlos Roberto Scarpelini (PSDB), Valter Aparecido Pegorer (PFL), João Batista Cardoso (PMDB), Laércio Luz (PT) e Édson de Araújo. O quadro e as pesquisas indicam que a eleição será polarizada entre o atual (Scarpelini) e o ex-prefeito Pegorer. A cidade deve ter uma campanha muito acirrada.
Scarpelini lidera uma frente de 11 partidos (PSDB, PPB, PTB, PRP, PSDC, PV, PC do B, PMN, PSD, PSN e PGT) e insiste em comparar os resultados de sua administração com a do seu antecessor, Pegorer. Mesmo com uma boa estrutura de campanha e aliado a um considerável grupo de lideranças locais – além dos senadores Alvaro e Osmar Dias – Scarpelini enfrenta problemas com várias denúncias de supostas irregularidades.
Mais de dez processos, resultantes de acusações anônimas (cartas e panfletos), estão sendo apurados pelo MP e Tribunal de Contas. Até o momento, Scarpelini conduziu sua defesa rebatendo as denúncias e superando até um pedido de afastamento do cargo – pedido pelo MP e recusado pela Justiça – mas está sofrendo muito desgaste com a ampla divulgação dada ao trabalho da promotoria.
De sua parte, Pegorer, apoiado pelo governador Jaime Lerner e toda a sua equipe, prega um discurso de moralidade na administração pública, liderando a Coligação Renasce Apucarana, integrada por sete partidos (PFL, PSB, PST, PSL, PSC, PPS e PRTB).
Pegorer, que foi prefeito no período de 93 a 96, tem sido o mais duro crítico de Scarpelini, endossando as acusações e investigações instauradas para apurar a existência de fraudes e desvios. Porém, aliados de Scarpelini já encaminharam ao MP três denúncias contra ele, duas já transformadas em inquéritos policiais, a pedido da promotoria.
Atacando os dois lados e apresentando-se como uma terceira via aos eleitores apucaranenses, está o advogado João Batista Cardoso (PMDB, PDT e PL), que detém o apoio do senador Roberto Requião. Ainda como alternativa, o PT lança novamente um candidato a prefeito, agora o advogado trabalhista Laércio Luz. E, a exemplo de eleições passadas, mais uma vez o partido recusou coligações.

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