Arquivo FolhaScarpelini: ‘Pedágio é um assalto’Às vésperas da visita que o governador Jaime Lerner (PFL) fará, nesta sexta-feira, a Apucarana, o prefeito Carlos Scarpelini (PPB), convocou a imprensa para criticar o governo. Ele engrossa o coro dos pepebistas comandados pelo deputado José Janene. Na sua opinião, o PPB deve mesmo caminhar para compor uma aliança de oposição, de preferência com o ex-governador Álvaro Dias (PSDB), ou com o senador Roberto Requião (PDMB).
‘‘Pelo pouco ou quase nada que tem feito em benefício da comunidade apucaranense, hoje, 1º de abril seria o dia ideal para Jaime Lerner visitar Apucarana’’, assinalou Scarpelini, deixando transparecer que sequer irá recepcioná-lo na sexta-feira em sua cidade.
Além de denunciar discriminação do governador a seu município, Scarpelini lança ásperas críticas à proposta de implantação dos pedágios que, para ele, ‘‘é um assalto aos paranaenses, que já pagaram pela construção das atuais rodovias’’. ‘‘Isso é um absurdo, sou contra a concessão de rodovias prontas e acabadas para a exploração da iniciativa privada’’, diz o prefeito.
Quanto aos investimentos do governo, para garantir a vinda de montadoras de carros, Scarpelini diz que esse dinheiro está fazendo falta para financiar as pequenas e médias empresas do Estado. ‘‘Esse marketing de industrialização serviu, sim, para fazer crescer o favelamento na periferia de Curitiba e cidades metropolitanas’’, disse Scarpelini, acrescentando que ‘‘a propaganda de Lerner criou uma falsa expectativa de empregos, que serão ocupados por mão-de-obra especializada, na sua maioria metalúrgicos do ABC paulista’’.
Scarpelini, que já foi deputado federal duas vezes, e está em seu segundo mandato de prefeito, lembra que nos governos de Álvaro Dias e Roberto Requião Apucarana recebeu mais de 100 obras e programas importantes. ‘‘Agora são apenas migalhas’’, argumenta ele, assinalando que, ‘‘caso o governo Lerner deseje atender a cidade, não precisa ser através de convênios com a prefeitura’’. Para o prefeito, Lerner tem obrigação de atender Apucarana, ‘‘porque foi votado aqui como eu fui’’.

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