Com uma reforma administrativa que inclui a extinção e fusão de secretarias, demissões de funcionários e redução de despesas em todos setores, o prefeito de Apucarana, Carlos Roberto Scarpelini (PPB) planeja obter, já a partir de novembro, uma economia de cerca de R$ 200 mil ao mês. O anúncio das mudanças à imprensa, foi feito ontem. Nos próximos dias o projeto da reforma administrativa chega à Câmara Municipal.
Scarpelini justificou que o Município precisa adequar-se ao perfil econômico atual, no qual as prefeituras também sentem os reflexos da crise mundial. Para ele, praticamente todos municípios já estavam enfrentando dificuldades financeiras. ‘‘A partir de agora, com certeza, o arroxo será ainda maior’’, diz Scarpelini, admitindo que a situação da Prefeitura de Apucarana é mais delicada, com dois meses de salários em atraso.
Para fazer frente a este complicado quadro econômico e, antevendo quedas de receitas, como consequência das medidas econômicas do governo federal, Carlos Scarpelini anunciou que está propondo a extinção de algumas das 12 secretarias municipais, fundindo sua estrutura com outras que irão permanecer. Ele informou que estuda também a possibilidade de acabar com a Companhia de Desenvolvimento de Apucarana (Codap) e que espera uma redução de gastos do legislativo.
Com relação à demissões, o prefeito disse que pretende reduzir o quadro de funcionários - atualmente em 1.750 servidores -, em pelo menos 10%. O principal alvo, conforme adiantou, serão funcionários que já estão aposentados, mas permanecem ocupando cargos na prefeitura. Ele confirmou também que, nas atuais circunstâncias, a prefeitura não irá mais destinar auxílio financeiro ao futebol profissional de Apucarana.
‘‘Com estas medidas nosso objetivo é garantir uma economia mínima de aproximadamente R$ 200 mil mensais, para viablizar um equilíbrio nas contas da prefeitura’’, avalia Carlos Scarpelini. Para ele, os municípios que não adotarem medidas deste porte, poderão entrar em colapso financeiro.
Paralelo à reforma administrativa e medidas de economia, Apucarana já está trabalhando para incrementar suas receitas próprias, através do Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (ISS), Taxa de Coleta de Lixo (anexada à conta de água da Sanepar) e Imposto Predial, Territorial Urbano (IPTU). ‘‘A partir de 99 vamos priorizar somente o atendimento das áreas de saúde, educação e assistência social’’, diz Scarpelini, acrescentando que, ‘‘além disso só realizadas outras obras se houver recursos do Estado ou da União’’.Odair StraliottiParadaScarpelini: ‘‘Outras obras se houver recursos do Estado ou da União’’Maurício Borges

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