O prefeito de Umuarama, Fernando Scanava (PPB), entregou ontem à imprensa cópias das informações encaminhas ao Ministério Público Federal (MPF) sobre os contratos do município com a empresa Sandra Regina Silva Terraplenagem. O MPF vai investigar a empresa por suspeita de sonegação fiscal, a partir de denúncias feitas pela Associação de Combate à Corrupção (Accepa). O procurador Nazareno Wolf solicitou ao prefeito informações sobre os contratos e pagamentos feitos à empresa por locação de máquinas.
Segundo Scanavaca, os valores gastos com aluguel de maquinário são inferiores aos citados pelo ex-vereador Osni Santana (PT) – R$ 1,3 milhão. Ele alega que os valores contratados são maiores por garantia, mas nem sempre o município utiliza o total. No caso da Sandra Regina, o prefeito alega ter feito três contratos num total de R$ 232,6 mil, mas foram executados e pagos somente R$ 125,8 mil. ‘‘Quem fez as denúncias não tem conhecimento dos fatos ou está agindo de má-fé.’’
Segundo denúncias da Accepa, a empresa tem um capital de apenas R$ 10 mil. Mesmo assim, fez contratos com a prefeitura para locação de máquinas num total de R$ 405,6 mil, segundo valores levantados por Santana. A empresa não tem endereço certo, está em nome de uma menor de 21 anos de idade, mas pertence a outra pessoa, José Orlando.
O prefeito garante que as licitações para contratar a empresa foram feitas corretamente. A empresa tinha o capital mínimo exigido, entregou toda documentação necessária para se habilitar na concorrência e apresentou menor preço. ‘‘Não tínhamos porque vetar a empresa’’, alegou. Segundo ele, a empresa pode sublocar equipamentos para fazer o serviço. Ainda de acordo com o prefeito, José Orlando sempre se apresentou como mandatário da Sandra Regina Terraplenagem. ‘‘Uma empresa pode estar em nome de uma pessoa e pertencer a outra sem ser necessariamente ilegal.’’
Scanavaca disse que as denúncias foram feitas durante o período eleitoral para prejudicá-lo. ‘‘Aproveitaram supostos indícios de irregularidades numa firma para lançar suspeitas sobre minha administração’’, afirmou. Scanavaca disse ainda que seus adversários políticos e os diretores da Acepa não têm moral para criticá-lo. ‘‘O Osmair (Salustiano) e Acir (Borges Monteiro), respectivamente presidente e advogado da Acepa, nem pagam as próprias dívidas’’. Santana, segundo o prefeito, estaria furioso porque teve candidatura à reeleição impuganada pelo PPB.

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