UMUARAMA - Todos os funcionários da Prefeitura de Umuarama, no Noroeste do Estado, estão sendo recadastrados. Eles preenchem uma ficha sobre a atividade para a qual prestaram concurso e fazem um roteiro do trabalho que desenvolveram nos últimos meses. O objetivo, segundo a prefeito Fernando Scanavaca (PPB), é descobrir se existem funcionários fantasmas na prefeitura. ‘‘Esse é o comentário que ouvia nas ruas enquanto candidato. Agora é preciso ter certeza para poder agir’’, disse.
O prefeito contratou uma equipe de recém-formados em Administração de Empresas da Unipar (Universidade Paranaense) para fazer o recadastramento, que deve ser concluído nos próximos 15 dias. Com o material em mãos ele deve dar início a um plano de modernização de relacionamento com o funcionalismo. Uma das novidades será a informatização do cartão-ponto. Todos os servidores terão um cartão eletrônico para registrar o horário de trabalho.
O cartão também vai funcionar como crachá para ser usado pelos funcionários durante o expediente de trabalho. ‘‘Com este recursos, nós vamos melhorar o entrosamento entre os colegas da prefeitura e também o atendimento ao público’’, disse Scanavaca. Segundo ele, enquanto o recadastramento não estiver concluído, nenhum funcionários será contratado pela prefeitura, mesmo que haja necessidade.
Caso seja descoberto algum funcionário fantasma (que aparece na prefeitura apenas para receber o salário), o caso, de acordo com o prefeito, pode até parar na justiça. Um primeiro servidor fantasma foi descoberto este ano na Câmara de Vereadores. Ele ocupava o cargo de chefe de Gabinete do presidente e recebia R$ 2,4 mil. O vereador Arnaldo Rodrigues (PPB) extinguiu o cargo no dia 1º e disse que esperava a mesma iniciativa de Scanavaca na prefeitura.
Horas-Extras Na semana passada o prefeito decidiu cortar todas as horas-extras dos funcionários. Ele disse que as extras estavam sendo pagas indiscriminalmente e não beneficiavam os servidores. ‘‘Ao contrário, apenas uma minoria privilegiada saía ganhando, pois se tratavam de horas extras de computador. O dinheiro não ia para o bolso de quem trabalhava fora do horário normal’’, observou o prefeito.

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