Brasília - O presidente Fernando Henrique Cardoso designou o ministro Euclides Scalco (Secretaria Geral) para ser o bombeiro da crise causada pela intimação feita pela Polícia Federal à pré-candidata pefelista ao Planalto, Roseana Sarney.
A missão de Scalco é convencer os partidos aliados para que votem os projetos de interesse do governo independentemente dos últimos fatos. Para isso, ele passou o dia ontem telefonando para líderes governistas e se encontrando com aliados próximos.
Scalco chegou a conversar por telefone com o presidente do PFL, o senador licenciado Jorge Bornhausen (SC), para marcar uma conversa sobre a crise entre PFL e governo. O pefelista disse que concordou em conversar com Scalco, a quem definiu como ‘‘querido amigo’’, mas não revelou quando seria o encontro.
Para Bornhausen, o objetivo da intimação -que ele considerou ‘‘mais uma ação violenta e arbitrária’’ do governo contra Roseana e o PFL- era exatamente prejudicar o início da pré-campanha da ex-governadora.
Bornhausen também afirmou ontem que a inauguração do comitê em Brasília de Roseana, marcada para o próximo dia 16, será adiada.
Scalco se reuniu com a base governista. Nas conversas, ao falar sobre a necessidade de votar os projetos em pauta, especialmente o que trata da prorrogação da CPMF, o ministro usou o mesmo argumento com todos os interlocutores. Segundo ele, a não-votação da prorrogação poderá causar riscos à governabilidade do País.

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