Scalco inaugura comitê de FHC no PR
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sábado, 15 de agosto de 1998
Leandro Donatti 
O coordenador geral da campanha de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ex-deputado Euclides Scalco (sem partido), disse ontem em Curitiba que a instalação do comitê pró-reeleição do presidente no Paraná é mais uma prova da integração política entre os candidatos do PFL ao governo, Jaime Lerner (PFL), e do PSDB ao Senado, ex-governador Álvaro Dias, nesta campanha. Para Scalco, a formalização do pacto PFL-PSDB, unindo Lerner e Álvaro num mesmo palanque, poderia render mais votos ao presidente abrindo a vantagem sobre o candidato das oposições a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, no Estado.
Não tenho mais dúvidas desta integração. O PFL e o PTB já fizeram manifesto em apoio ao Álvaro. O presidente do PSDB (Olivir Gabardo) está aqui hoje. Agora, se o Álvaro não quer subir no palanque com o Lerner, é uma posição dele, que vamos respeitar, observou. Segundo Scalco, o Paraná é um dos estados onde a campanha do presidente caminha muito bem. Ele disse que, de acordo com pesquisas internas encomendadas pelo comitê central em Brasília, a diferença entre Fernando Henrique e Lula no Estado oscila em 15%. Queremos ter a maior vantagem possível nos estados para garantir nossa vitória já no primeiro turno, avaliou.
O coordenador da campanha presidencial confirmou a vinda de Fernando Henrique no final do mês a Cascavel e Maringá, para consolidar votos. Conforme projeção apresentada por Scalco - antes da inauguração do comitê pró-reeleição, localizado na rua Inácio Lustosa, 612 - o grupo trabalha atualmente para consolidar entre entre cinco e seis pontos percentuais avaliados como intenção de voto a FHC. Se conseguirmos uma definição destes índices, garantimos vitória no primeiro turno, já que os outros eleitores não mudam mais, considerou.
A inauguração do comitê ontem contou com lideranças PFL, PTB e do PSDB. O governador Jaime Lerner e a vice-governadora Emília Belinati (PTB) estiveram presentes, assim como os ex-governadores Paulo Pimentel (PFL) e José Richa (sem partido), o presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL); e deputados estaduais e federais. Os presidentes estaduais do PTB, Emerson Palmieri; e do PFL, empresário José Carlos Gomes Carvalho, foram os cicerones. Álvaro Dias não compareceu. Representando os tucanos, fez discurso o presidente em exercício do PSDB, Olivir Gabardo. Para ele, a boa receptividade do presidente Fernando Henrique no Paraná e o empenho dos aliados em pedir-lhe voto desobrigam as lideranças a forçarem uma união formal entre Lerner e Álvaro.
Os dois estão pedindo votos e se empenhando, não precisam subir num mesmo palanque, completou Garbardo, numa referência à postura que deve ser adotada pelo PSDB na viagem em campanha do presidente. O comando tucano promete ficar de fora dos eventos políticos e administrativos que envolverem a viagem. Até o momento, a idéia é recepcionar o presidente apenas nos aeroportos de Cascavel e de Maringá. Os setores tucanos ainda ressentidos com a derrota de Álvaro na briga pelo governo em 94 e com a crise gerada na tentativa de filiação do governador no PSDB, em 97, querem evitar ao máximo que se consolide ainda mais a imagem de Lerner e de Álvaro como aliados na disputa.


