Scalco é homenageado e defende FHC
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segunda-feira, 17 de junho de 2002
Mônica Kaseker<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A homenagem da Associação das Empresas da Cidade Industrial de Curitiba (Aecic) ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Euclides Scalco (PSDB), como Personalidade Aecic do Ano, acabou se transformando num palanque eleitoral em favor da candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República e numa crítica velada à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Scalco cobrou do empresariado do Paraná a responsabilidade de manter a imagem do Brasil, construída por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no exterior. Não vim aqui, nem tenho o direito, para fazer proselitismo político-eleitoral, mas o País não pode mudar de rumo, defendeu o ministro.
Scalco lembrou que a quatro meses das eleições chegou o momento de preparação dos quadros de candidatos que vão concorrer. Ele ressaltou que a responsabilidade pelo futuro do Brasil não é só dos governantes, mas de quem executa o desenvolvimento econômico, que são os empresários. Essas eleições, mais do que outra qualquer, definirão a posição do Brasil no cenário mundial, afirmou.
O ministro citou a queda do muro de Berlim, a globalização e até a superação das crises do México e da Rússia pela economia brasileira, alertando para a importância de se superar também a crise da Argentina. É preciso ter discernimento sobre qual rumo tomar, completou.
Na avaliação dos dois mandatos do governo FHC, Scalco citou que o País não conseguiu solucionar a má distribuição de renda, mas contabilizou bons resultados nas áreas de saúde e educação, que se refletirão a curto prazo, segundo ele, na economia. Falando sobre o que ainda falta fazer, Scalco citou as reformas tributária e política como um desafio na continuidade do atual governo. O ministro disse que, se eleito, Serra deverá estimular o reinício das discussões sobre o parlamentarismo no Congresso Nacional.
Em seu discurso, Scalco disse que a reforma política passa pela aprovação da cláusula de barreira, que impedirá a proliferação de microlegendas com prerrogativas de partidos e pelo financiamento público às campanhas eleitorais. Além disso, a implantação do voto distrital misto, onde haveria deputados distritais e os deputados representando os partidos, e a fidelidade partidária, evitando o que aconteceu no ano passado, quando metade dos parlamentares trocou de posição. Podemos praticar o parlamentarismo. É como andar de bicicleta. Implantando, a sociedade entenderá, concluiu o ministro.


