Scalco assume posto com status de ministério no governo federal
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segunda-feira, 01 de abril de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Euclides Scalco (PSDB), aceitou o convite do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para assumir a Secretaria Geral da Presidência, no lugar do deputado federal Arthur Virgílio (PSDB-AM). Virgílio deve disputar o governo do Amazonas ou uma vaga no Senado ou Câmara.
O cargo confiado a Scalco tem status de ministério. Cabe ao secretário-geral, por exemplo, fazer o meio-de-campo entre os Poderes Executivo e Legislativo. Scalco que foi um dos coordenadores da campanha de Fernando Henrique deve assumir o cargo amanhã.
A decisão de Scalco sepulta a tese defendida por uma corrente de tucanos no Paraná que, inseguros em relação à pré-candidatura do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, viam no nome do diretor de Itaipu possível candidato ao governo. Ao assumir o posto, Scalco fica impedido, pela legislação eleitoral, de disputar as eleições.
Scalco esteve reunido com o presidente ontem, no Palácio da Alvorada, em Brasília. A indicação foi confirmada pelo chefe da Casa Civil, Pedro Parente, que também participou do encontro entre Scalco e FHC. O substituto de Scalco em Itaipu será um dos atuais diretores, apontavam as articulações feitas pelo próprio diretor da binacional ontem.
Scalco disse que não conversou sobre a linha que o presidente quer dar ao cargo nos últimos meses de governo. Segundo ele, seu primeiro desafio será agilizar a aprovação da emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até dezembro de 2004 e tentar minimizar o rombo nas contas do governo causados pela interrupção da cobrança da contribuição.
Alguns setores governistas não gostaram da indicação de Scalco. Isso porque o cargo tem forte caráter político, o que não combinaria com o perfil de Scalco, que é mais técnico.
Com a volta de Arthur Virgílio à Câmara, o atual líder governista, o deputado paranaense Ricardo Barros (PPB), pode passar a ocupar o posto de líder da Comissão de Orçamento. Também deixarão o primeiro escalão do governo oito ministros. O ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, não deve disputar nenhum cargo nas próximas eleições, mas irá sair do governo para se dedicar à coordenação da campanha do prá-candidato do governo, o ex-ministro José Serra (PSDB). Pimenta da Veiga disse ontem que indicou o secretário-executivo do ministério, Juarez Quadros, para assumir a pasta. FHC deve anunciar hoje a nova composição dos ministérios.
O ministro do Planejamento, Martus Tavares, deixará o cargo para assumir um posto da direção no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). (Com agências)


