O prefeito interino de Londrina, vereador Jorge Scaff (PSB), disse ontem que se a Câmara realizar eleição indireta para o mandato-tampão na prefeitura, ele não pretende concorrer. A declaração foi feita de manhã, em entrevistas para emissoras de rádio e tevê.
Scaff, que é presidente do Legislativo, voltou a defender que o artigo 44 da Lei Orgânica do Município fala em eleição somente se a ‘‘última vaga’’ em caso de vacância ou impedimento do titular não for preenchida. Ele acredita que essa ‘‘última vaga’’ seria do vice-presidente da Câmara e ele, como presidente, seria o substituto legal. ‘‘O cargo não está vago’’, afirmou.
À tarde, o prefeito interino não foi encontrado para confirmar se não irá mesmo participar do pleito. O chefe de gabinete, João Scaff – que é irmão do prefeito – disse acreditar que se os próprios vereadores devem propor o nome de Jorge para o mandato-tampão. ‘‘É o sucessor natural. Ele não veio para cá (prefeitura) sem o respaldo da Câmara e a própria Câmara deve lançar o nome dele.’’
Um grupo de vereadores, no entanto, já condicionaram o apoio a Jorge Scaff a mudanças no secretariado. Eles querem tirar secretários e colaboradores que estão ligados ao prefeito cassado Antonio Belinati. A condição ‘‘azedou’’ o relacionamento de Scaff com os vereadores, mas poderá não impedir um acordo.
Outra solução seria o grupo de vereadores que votaram pela cassação de Belinati apoiarem outro nome para o mandato-tampão. Antônio Ursi (PFL) já mostrou disposição em participar do pleito, mas disse que só irá se tiver a eleição garantida. ‘‘Só vou na certeza.’’ (L.H.)

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