Brasília - O lobista da empresa holandesa SBM Offshore no Brasil, Júlio Faerman, confirmou em sua delação premiada que realizou a doação de US$ 300 mil dólares para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010 por meio de transferência em contas na Suíça. Segundo Faerman, ele fez pagamento de uma conta na Suíça para outra conta no mesmo país pertencente ao então gerente de engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, que também se tornou delator. Barusco, em depoimento até agora inédito de sua delação premiada, confirmou a operação e diz que não precisou trazer os recursos da Suíça para a campanha petista no Brasil. Segundo ele, houve uma compensação no Brasil de "crédito em propinas" que o PT teria a receber de empresas por obras na Petrobras. A atual legislação proíbe o recebimento de doações eleitorais de empresas estrangeiras. As informações foram reveladas na denúncia do Ministério Público Federal referente à corrupção da empresa SBM na Petrobras, apresentada à Justiça ontem, e que aponta pagamentos de propina desde 1997, época do governo Fernando Henrique Cardoso.

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