RiadA Arábia Saudita aceitou ontem entregar a Cabul três autoridades da segurança afegã, acusadas de envolvimento no assassinato do ministro da Aviação Civil Abdul Rahman, afirmou uma fonte do governo. ‘‘O governo saudita aceitou entregar os três homens depois de receber um pedido do governo provisório afegão’’, declarou à AFP esta fonte, que pediu anonimato.
As três autoridades foram acusadas por Cabul de envolvimento no ‘‘assassinato’’ do ministro da Aviação Civil.
PrisõesVárias pessoas, inclusive representantes do governo, foram presas ontem, no início da investigação sobre a morte do ministro afegão da Aviação Civil, anunciou um porta-voz do governo. Quatro autoridades da segurança afegã já tinham sido presas na sexta-feira, acusadas pelo chefe da administração interina, Hamid Karzai, de ter ‘‘assassinado’’ o ministro Abdul Rahman.
Testemunhas afirmam que Rahman foi linchado por peregrinos furiosos porque não podiam ir para Meca, enquanto as autoridades da segurança afegã, inclusive Karzai, dizem que ele foi ‘‘assassinado’’.
SepultamentoAbdul Rahman, o ministro afegão da Aviação Civil e do Turismo assassinado quinta-feira, foi enterrado ontem em Cabul. Entre os que assistiram à cerimônia estavam o chefe de governo Hamid Karzai, acompanhado por membros do seu gabinete, e o ex-presidente Burhanuddin Rabbani.
Rahman, 48, foi enterrado no cemitério de Shohadae-Salehin, no Sudeste da capital, no início da tarde.
‘‘Temos que parar de nos matar, assassinar e esfaquear, e caminhar na direção da paz’’, disse Karzai em seu discurso. Já Rabbani chamou Rahman de ‘‘bom mujahedin’’, referindo-se aos tempos de resistência aos soviéticos (1979-1989), e lembrou que ambos passaram ‘‘momentos muito duros’’ juntos. O ex-presidente também considerou que ‘‘a cultura da paz acabará substituindo a cultura da guerra no Afeganistão’’.

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