Curitiba A previsão orçamentária para a área de Saúde foi alvo de acirradas discussões ontem, na Assembléia. O Conselho dos Secretários Municipais de Saúde denuncia que estão sendo previstos gastos inferiores aos 10,75% da receita que precisam, de acordo com a legislação em vigor, ser investidos em saúde. Esse percentual equivaleria a R$ 581 milhões, mas o atual governo só teria destinado R$ 251 milhões. Segundo o presidente do conselho, Antônio Carlos Nardi, esse valor baixo vai deixar a população sem o atendimento adequado.
O secretário de Estado da Saúde, Luiz Carlos Sobania, procurou justificar o impasse argumentando que o valor está mais baixo porque ''há uma discussão sobre o que é saúde''. Na sua avaliação, saneamento englobaria o setor de saúde. Mas o conselho rebate, alegando que a Portaria 2.047, do Ministério da Saúde, não prevê gastos com saneamento como saúde. Sobania conversou ontem com o presidente da Comissão de Orçamento, Cézar Silvestri (PPS), e com o líder do governo, Durval Amaral (PFL). ''Vim pedir ajuda'', desabafou o secretário. Silvestri colocou os técnicos da comissão à disposição de Sobania. O secretário disse que ainda não discutiu o problema com a equipe de transição do PMDB.
O orçamento da saúde foi tema de debate ontem no Plenarinho da Casa, promovido pelo Conselho Estadual de Saúde. O evento contou com o apoio de alguns parlamentares, que se manifestaram favoráveis ao aumento das dotações para essa área. O números finais para a saúde e demais áreas só serão determinados quando os deputados aprovarem a mensagem, em meados de dezembro.(M.D.)

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