O secretário Municipal de Saúde, Marcio Nishida, anunciou ontem duas propostas, feitas aos hospitais Evangélico, Santa Casa e Instituto do Câncer, que têm como objetivo a manutenção de plantões e o consequente funcionamento dos prontos-socorros. As duas propostas consistem no repasse de até R$ 275 mil divididos entre as três instituições. A diferença estaria na maneira da realização dos serviços. Nishida afirmou que caso as propostas sejam aceitas a prefeitura já começaria a efetuar os repasses no dia 11 de setembro.
A primeira proposta pretende manter o pagamento de algumas especialidades pelos hospitais - trauma em ortopedia, cirurgia geral, ginecologia obstetrícia, pediatria e anestesiologia - consideradas pelo secretário como mínimas para se manter um pronto socorro. Caso os hospitais aceitem essa opção, as demais especialidades ficariam como alcançáveis e pagas em até R$ 32,5 por consulta.
A segunda proposta diz que o município arcaria com a manutenção de todos os incentivos para as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, UTI NeoNatal, trauma infantil e para o Sistema de Internação Domiciliar (SID), da forma como já é pago. Caso seja essa a alternativa, o valor médio seria de até R$ 80 pagos por atendimento.
Nishida afirmou que o teto de R$ 275 mil é o máximo que pode ser dispensado pela secretaria sem que cause danos ao orçamento da pasta. Os valores seriam dividos da seguinte forma: R$ 115 mil para a Santa Casa, R$ 100 mil para o Evangélico e R$ 60 mil para o ICL. O secretário acrescentou que as propostas só puderam ser formuladas a partir da entrega de documentos pelas instituições. ''O que foi detectado é que há uma discrepância entre algumas especialidades. As especialidades que ficam a distância, e que tem menos chamados, são as que num valor médio, receberam mais recursos. As que foram mais chamadas tiveram menor recurso. Como se trata de um incentivo municipal, nós estamos tentando regularizar isso'', afirmou.
Logo que a prefeitura havia anunciado o corte no pagamento dos plantões a distância, em julho, o Governo do Estado efetuou um repasse de R$ 1,2 milhões para a manutenção dos atendimentos. A medida garantiu a prestação dos serviços por três meses. Com o final do repasse feito pelo Estado, a Prefeitura se comprometeu a pagar pelos plantões até o próximo dia 10.
O secretário afirmou que os hospitais já estão recebendo um repasse de R$ 160 mil cada, pelo Programa de Apoio e Qualificação de Hospitais Públicos e Filantrópicos do SUS Paraná (HospSUS). O incentivo repassado pela Prefeitura complementaria o ganho, o que segundo Nishida, pode chegar ao valor que era pago pela prefeitura - que de maio de 2009 até maio deste ano era de R$ 566 mil.
De acordo Nishida a intenção é que sejam priorizados os plantões presenciais e que, apenas os serviços que forem prestados, sejam efetivamente pagos. O secretário afirma que a maneira de fiscalização dos repasses também deve ser alterada. ''Uma vez que nós propusemos fazer o pagamento por consultas, então passa a ser objeto de fiscalização o número de consultas efetivamente realizadas. O que nós estamos oferecendo é uma oportunidade valorizar mais aquele profissional que realiza o maior número de consultas'', afirma.
As assessorias dos Hospitais Evangélico e Santa Casa afirmaram que a direção faria uma reunião ontem a noite para avaliar as porpostas. Somente hoje, os hospitais devem se manifestar.

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