Saúde e obras: os maiores problemas
Segundo o diagnóstico apresentado ontem, existe um deficit no orçamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na comparação das despesas realizadas em 2010 com o previsto em 2011. A diferença estaria em R$ 20 milhões. ''Nós teremos no mês de agosto totalmente exaurido a capacidade da Sesa'', alega o chefe da Casa Civil, Durval Amaral.
Outra pasta que apresentava problemas graves era a de Desenvolvimento Urbano. De acordo com Amaral, para a contratação de obras só é possível um tipo de contrato, através da concorrência pública por meio de licitação ou tomada de preço. ''Descobrimos que 100% das contratações feitas de obras civis para construção de centros da juventude, de clínica da mulher ou de escolas foi por registro de preço. Essa é uma ilegalidade tão primária que a gente fica perplexo''.
Outra questão criticada pelo atual governo é a dos reajustes concedidos a várias categorias do funcionalismo público nos último 180 dias da gestão passada. ''Nos dois quadrimestres antes do encerramento do mandato não se pode cometer esse tempo de bondades. Nós estamos avaliando cada situação, afinal todas são conquistas dos servidores públicos''. Segundo o chefe da Casa Civil, no final do ano passado foi concedido reajuste orçamentário e financeiro a outros poderes na ordem de R$ 350 milhões, além de vantagens aos servidores públicos de R$ 400 milhões.
Dentro do valor total do deficit - de R$ 4,5 bilhões - estão incluídas despesas que podem não afetar os cofres do atual governo, como as dívidas trabalhistas (R$ 1,04 bilhão). Foi acrescentado no diagnóstico, por exemplo, o valor reinvindicado em ação judicial pelo grupo Dominó. Contudo, a sentença do processo ainda não é final. ''O que nós quisemos demonstrar aqui, e poderia ter sido colocado também todas as ações que as concessionárias de pedágio movem contra o governo, é que houve uma gestão temerária do Governo do Estado do Paraná'', justifica. (M.R.M).





