Saúde e educação serão prioridades de Requião
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sábado, 04 de novembro de 2006
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Saúde e educação serão as áreas que o Estado promete dar maior atenção, no segundo mandato consecutivo do governador Roberto Requião (PMDB). A intenção é dar continuidade e ampliar as ações que, na avaliação do governo, vêm dando certo, e, também, consolidar e ampliar programas - como o ''Leite das Crianças'' e o de apoio à micro e pequenas empresas, por exemplo - para melhorar os indicadores sociais e de desenvolvimento.
''Em um primeiro momento, o governo ajustou toda a questão financeira, administrativa e de contratos, no sentido de fazer uma reestruturação de todo aparelho do Estado'', afirmou o presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), José Moraes Neto, que coordenou os programas de Requião nas duas últimas eleições.
De acordo com o economista, no atual mandato, ao mesmo tempo em que se colocou a casa em ordem, também foi feita a concepção e implementação de vários programas sociais; do processo de recuperação da malha rodoviária; e do programa de incentivo à micro e pequenas empresas, entre outros. ''As diretrizes, que foram traçadas para esse novo período de governo, irão reforçar essas políticas, com ênfase à saúde e educação'', destacou.
Para Moraes Neto, os avanços que, segundo ele, teriam sido alcançados na atual administração, como a eliminação quase total da desnutrição e redução da mortalidade infantil, a queda na taxa de analfabetismo e o aumento na expectativa de vida da população paranaense, mostram que o Estado conseguiu melhorar sua posição em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O indicador mede a qualidade de vida quanto ao acesso à saúde, educação, saneamento e habitação, entre outros aspectos. Pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, o Paraná ocupava o sexto lugar no ranking nacional.
O economista defendeu, ainda, que a taxa de crescimento do nível de emprego no Paraná foi maior nos municípios de menor IDH - segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/2005), do IBGE. ''Isso nos aponta que as políticas estão no caminho certo, pois permitiram diminuir as desigualdades regionais'', ponderou.
Moraes Neto destacou que as diretrizes principais estão traçadas, mas que isso não significa a ausência de propostas novas no decorrer do próximo mandato. Ele lembrou que, durante a campanha, foram recebidas várias sugestões, que estão sendo triadas, e que poderão se transformar em ações de governo. ''Novas exigências da sociedade, que surjam nesse novo período, o governo vai procurar atender'', acrescentou.


