O senador Roberto Saturnino Braga (PSB-RJ), relator do processo que investiga a violação do painel eletrônico do Senado, pretende apresentar o relatório apenas no fim da próxima semana e defende a abertura da votação do parecer no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado.
O prazo para entrega do relatório em que Braga recomendará ou não a abertura de um processo de cassação dos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Roberto Arruda (sem partido-DF) e as regras para a aprovação do documento serão definidos na reunião administrativa do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, marcada para amanhã.
‘‘Vou pedir à comissão um pouco mais de uma semana para apresentar o relatório e a tendência é que o voto seja aberto; é quase um consenso’’, disse Braga, que passou o fim de semana descansando em Pirenópolis, cidade histórica a cerca de 150 quilômetros de Brasília.
O senador não adianta se recomendará a abertura do processo de cassação de ACM e Arruda, mas disse que não acredita nas versões sustentadas pelos dois senadores. Braga sinalizou ainda considerar pouco provável a aplicação de penas diferentes aos dois senadores e afirmou que, na elaboração do relatório, ouvirá os integrantes do Conselho de Ética para saber da tendência dos votos. ‘‘Mas isso não significa fazer o que a maioria quiser’’, destacou.
Braga também justificou o adiamento da apresentação do parecer. ‘‘Acelerar um processo desse não é uma coisa muito prudente’’, disse. O senador quer que os colegas tenham tempo para ‘‘sedimentar suas convicções’’. O atraso, segundo ele, não pretende beneficiar ACM. ‘‘Até pensei nisso, mas, se esse tempo a mais servir para mudar a minha cabeça ou de qualquer senador, é até positivo porque mostra que a convicção anterior estava marcada pelo emocional.’’

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