Brasília Com o aval do PT, o PMDB deu ontem o primeiro passo para apoiar e mais tarde integrar o governo Luiz Inácio Lula da Silva, ao firmar um acordo entre as diversas alas do partido que assegura a eleição do senador José Sarney (AP) para presidir o Senado. Com o acordo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a contar com aliados-chave nas duas Casas do Congresso. Antes ele já havia assegurado e eleição do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) para presidir a Câmara.
Monitoradas pelo governo, as correntes peemedebistas selaram o acordo na noite de quinta-feira, quando decidiram ignorar os protestos das alas que se opunham aos termos alinhavados desde a terça-feira passada. Assim, o líder no Senado, Renan Calheiros (AL), retirou sua candidatura e passou a apoiar Sarney em troca de sua recondução, apesar dos protestos do senador Pedro Simon (RS), que ambicionava a função de líder. A acomodação de Simon ficou combinada para depois.
A reação do ex-governador Orestes Quércia, que queria destituir já o atual presidente da legenda, deputado Michel Temer (SP), chegou a colocar em risco o acordo. Mas Sarney, Calheiros e Temer resolveram ignorá-lo a partir do momento em que o governador Roberto Requião (PR) sinalizou que não seria obstáculo ao entendimento.

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