Sarney vai comandar Senado pela 3 vez
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2009
Equipe AE 
São Paulo - O senador José Sarney (PMDB-AP) confirmou o favoritismo e foi eleito pela terceira vez presidente do Senado. Ele teve 49 votos, e seu adversário, o senador Tião Viana (PT-AC), recebeu 32 votos. Sarney substituirá o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) no comando do Congresso.
Em discurso, Sarney elogiou o trabalho de seu antecessor e assumiu o compromisso de continuar na luta pela independência e pela autonomia do Legislativo. ''A paixão da vida pública é maior que a paixão da própria vida'', afirmou. Já o candidato derrotado agradeceu os votos que recebeu e desejou pleno êxito a Sarney.
Aos jornalistas, o novo presidente do Senado adotou um estilo conciliador ao negar que a disputa com Viana deixará sequelas na relação com o PT e se comprometeu em votar reformas no biênio 2009/2010. ''Vou lutar de toda maneira para que o Congresso vote a reforma política, a reforma tributária e, por outro lado, a reforma das Medidas Provisórias, para que, de uma vez por todas, se retire esse empecilho da frente dos nossos problemas. Acredito que essas reformas nós vamos fazer'', disse.
Como primeira medida, Sarney quer reduzir as despesas do Senado em 10%. ''Ao mesmo tempo, vamos iniciar uma reavaliação de toda a área administrativa para que se possa ampliar essa economia. Devemos fazer melhores serviços gastando menos''.
O ex-presidente José Sarney já presidiu o Senado em duas ocasiões: de 1995 a 1997 e de 2003 a 2005. Antes de Garibaldi Alves ter sido eleito, Tião Viana foi presidente interino do Senado, em 2007, em substituição ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que havia renunciado para não ser submetido a um processo de cassação de mandato.
A sucessão no Senado foi marcada pelo rompimento do acordo entre PT e PMDB, firmado em 2007. À época, ficou acertado que o PT indicaria o presidente do Senado em 2009 e o PMDB apoiaria. Na Câmara, o PMDB indicaria o presidente neste ano e o PT apoiaria. Na Câmara, o pacto foi obedecido - o partido do presidente Lula oficializou apoio a Temer e não lançou candidato próprio. Mas o PMDB do Senado, amparado pelo fato de ser a maior bancada, resolveu ignorar o acordo e lançou Sarney.


