BRASÍLIA - O ex-presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) foi ontem ao Palácio do Planalto agradecer o tratamento recebido do presidente Fernando Henrique Cardoso nos dois anos em que ocupou a presidência do Senado. O senador disse ter exercido a função ‘‘com absoluta liberdade’’ e que os episódios em que discordou do governo fazem parte da atividade política. ‘‘Eu disse ao presidente que estou disposto a colaborar para pacificação dos ânimos’’, declarou.
Segundo Sarney, Fernando Henrique concordou com a sua observação de que o País não pode prescindir do apoio do PMDB no Congresso. ‘‘Nas futuras ações do governo, estou certo que poderá contar com o partido mais unido e coeso’’, previu. Sobre a divergência provocada pela votação da emenda da reeleição, Sarney afirmou que ‘‘o abalo deve ser visto como um episódio de luta’’. ‘‘Não é momento de catarse’’, defendeu. ‘‘Devemos encarar o que passou como decorrente da situação em que os partidos enfrentam uma crise.’’ O importante, na sua opinião, é que o PMDB continua sendo o partido com maior índice de aceitação popular.
Amanhã , Sarney embarca para França onde, a convite da Editora Hachette, vai lançar o seu último livro em várias cidades. O romance ‘‘O Dono do Mar’’ vai se chamar, em francês, ‘‘Le Captain de la Mer Ocean’’. O senador deve voltar ao Brasil a tempo de acompanhar a votação das emendas da reeleição e da reforma da Previdência.

mockup