BRASÍLIA - O presidente da Câmara, deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), procurou ontem o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em seu gabinete para pedir apoio na votação da emenda da reeleição. Sarney não quis se manifestar sobre o pedido. Ele negou ter se encontrado na sexta-feira com o presidente FHC.
O candidato do PMDB à presidência do Senado, Íris Rezende (GO), reiterou ontem que o partido vai seguir a decisão da convenção nacional de não participar da votação da emenda da reeleição antes que se decida a sucessão na Câmara e no Senado.
Segundo ele, metade da bancada do PMDB deve se retirar do plenário, obstruindo a votação. O líder do partido no Senado, Jáder Barbalho (PA), mandou sua assessoria negar a informação de que teria feito um acordo com o presidente FHC para não obstruir a votação da emenda. Um de seus aliados, o deputado Antonio Brasil (PMDB-PA), antecipou que a bancada do Pará deve deixar o plenário na hora da votação da emenda.
CovasO governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), e o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) previram ontem que não haverá surpresas na votação da emenda da reeleição. Segundo Covas, a proposta será aprovada com uma boa margem de votos.
Mário Covas disse que a tensão existente no Congresso, com as bancadas se articulando para a votação de hoje, é própria da véspera da apreciação de propostas importantes. ‘‘Nunca vi votação importante em que na véspera não houvesse tensão no Congresso’’, afirmou.

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