Sarney não descarta candidatura
Assediado pelos líderes da ala rebelde do PMDB, que insistem em relançá-lo na corrida presidencial, o senador José Sarney (PMDB-AP) dá prioridade ao ex-presidente Itamar Franco no partido - que ontem se lançou ao governo de Minas -, mas não se retira da disputa. ‘‘O fundamental é que ele não diz que não quer ser candidato’’, resume o presidente do PMDB e líder dos rebeldes, deputado Paes de Andrade (CE).
A cúpula governista do partido aposta que os dissidentes acabarão rendidos à aliança com o Palácio do Planalto por falta de candidato, mas não tem dúvidas: ‘‘O Sarney vai nos criar muitas dificuldades até lᒒ, admite um dirigente nacional do PMDB. O PFL também está preocupado, e não é à toa. Afinal, o próprio Sarney já mandou um recado a Fernando Henrique. ‘‘Vou dar trabalho a seu presidente’’, disse o senador a um cardeal pefelista.
O trabalho já começou. Além de criticar o governo, Sarney está defendendo que o partido adie ao máximo sua convenção nacional para escolher o candidato ao Planalto ou oficializar a parceria com o presidente Fernando Henrique. Enquanto os governistas trabalham para apressar a decisão do partido, Sarney prega a reunião dos convencionais na véspera do dia 30 de junho, data em que se encerra o prazo legal para as convenções.
Segundo Sarney o governo tem o desgaste próprio de qualquer governo e também se desgasta por suas decisões, quando opta por determinadas políticas. Algumas decisões do governo são realmente passíveis de muitas críticas e alguns problemas necessitam de correção. (AE)

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