Brasília - Apesar de o PMDB ter anunciado ontem, oficialmente, a existência de quatro candidatos do partido para a presidência do Senado - Garibaldi Alves (RN), Neuto De Conto (SC), Valter Pereira (MS) e Leomar Quintanilha (TO) -, um quinto nome corre por fora na sucessão de Renan Calheiros (PMDB-AL). Trata-se do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP). Oficialmente, ele diz a colegas senadores que não almeja o posto, mas, nos bastidores, cresceu a articulação para que assuma o Senado no mandato tampão aberto com a renúncia de Renan.
A sucessão do Senado motivou até uma reunião agendada para o Planalto, na noite de ontem, que foi articulada pelo ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e deveria contar com as presenças do próprio ministro, de José Sarney, do deputado Michel Temer (SP), presidente do PMDB, além do presidente da República.
Três assuntos em pauta: a sucessão de Renan, o nome do PMDB para o Ministério das Minas e Energia, em substituição a Silas Rondeau, e a definição de que Temer substitui Renan na função de intermediário da relação Planalto-PMDB.
Na mesma proporção em que cresceu a articulação pró-Sarney para presidente do Senado, aumentou a adesão ao nome do peemedebista. Abertamente, apenas o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), tem feito restrições a Sarney.
Entre os quatro candidatos oficias do PMDB, Garibaldi Alves desponta como o favorito, mas avisou que se Sarney decidir entrar na disputa ele se retira da briga. O senador, contudo, assegura que Sarney não será candidato ao posto.
Um dia depois de ter renunciado ao cargo de presidente do Senado, Renan Calheiros não compareceu à reunião da bancada do PMDB. Ele mandou avisar que não apoiará nenhum dos candidatos por ser grato ao apoio de todos no julgamento que o livrou da perda do mandato e dos direitos políticos por 15 anos.

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