Sarney é contra convocação extra do Congresso em julho
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segunda-feira, 28 de junho de 2004
Agência Estado 
Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reagiu ontem contra a eventual convocação extraordinária do Congresso, em julho, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na opinião de Sarney, a Câmara e o Senado devem promover uma semana de esforço concentrado no início de julho, a fim de votar os projetos considerados prioritários pelo Palácio do Planalto e pelo Legislativo. ''Não há necessidade de convocação. Não vi ninguém querendo a convocação. O sentimento da Casa, do próprio governo e de todos nós é de que se pudermos votar até a primeira semana de julho não terá necessidade de convocar o Congresso'', disse o senador.
Na avaliação de Sarney, a votação dos projetos poderá ser feita até o fim da próxima semana, mesmo que para isso sejam realizadas sessões deliberativas na segunda e sexta-feira. Esses dois dias geralmente são dedicados apenas a discussão em plenário.
Caso haja convocação, cada um dos 513 deputados e 81 senadores receberá dois salários a mais, que totalizam R$ 25.440,00 brutos, além do salário normal de R$ 12.720,00, referente ao mês de julho. Ou seja, se ocorrer a convocação, os deputados e senadores ganharão, em julho, R$ 38.160,00 brutos. Só com o pagamento dos extras (os dois salários a mais) aos 594 parlamentares, o governo gastará R$ 15,1 milhões.


