O senador José Sarney (PMDB-AP), cuja candidatura a presidente do Senado é defendida pelo presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), divulgou ontem nota afirmando que só aceitará se candidatar se houver consenso sobre isso entre as correntes majoritárias da Casa e, ‘‘assim mesmo, para prestar um serviço ao País com o ânimo de pacificá-la’’.
‘‘Recuso ser colocado como preposto ou instrumento de quem quer que seja a serviço das disputas’’, afirmou. Mesmo sem citar nomes, Sarney dá uma resposta às ponderações feitas pelo líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), de que ele seria um ‘‘cavalo de Tróia de ACM para dividir o PMDB’’, caso se lançasse candidato no plenário do Senado sem passar pelo crivo da bancada.
A cúpula do PMDB decidiu que o partido fará reunião na próxima terça-feira para escolher o candidato à sucessão de Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). ‘‘Achei a nota do Sarney merecedora de todos os elogios, porque põe fim de uma vez por todas às especulações dos últimos dias de que ele atuaria para dividir o PMDB’’, declarou Geddel. O deputado é um dos defensores da candidatura do presidente nacional do partido, senador Jader Barbalho (PA).

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