Sarney diz desconhecer pedidos de passaportes diplomáticos para terceiros
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Redação FolhaWeb 
Ao ser indagado nesta quinta-feira (24) pela imprensa sobre a possibilidade de senadores pedirem diretamente ao Itamaraty passaportes diplomáticos para terceiros, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) disse desconhecer essa prática.
O questionamento foi motivado por notícias veiculadas pela imprensa de que o Ministério de Relações Exteriores renovou, na semana passada, o passaporte diplomático do líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, R. R. Soares, e de sua mulher Maria Magdalena B. R. Soares. Os documentos teriam sido liberados a pedido do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), em ofício encaminhado diretamente ao Itamaraty.
A portaria do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, concedendo esses passaportes diplomáticos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (18).
"O que a lei determina é que cada senador tenha passaporte diplomático. Pela minha mão nunca passou nenhum pedido. Agora, para outras pessoas não está na atribuição do Senado", disse Sarney.
Verba indenizatória
Ao ser questionado sobre a contratação de uma empresa de consultoria de comunicação com o uso de verba indenizatória, Sarney respondeu:
"Cumpri apenas o que tem [previsto] para assessorar os senadores. Sou um dos que menos recorrem à verba indenizatória. Não estou atrás de consultoria de imagem nem atrás de repaginar imagem. Não tenho futuro. Eu tenho passado", disse.
A verba indenizatória, ou Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores, é um benefício a que todo congressista tem direito para custear despesas com o exercício da atividade parlamentar. As informações sobre o uso das verbas são disponibilizadas no portal da transparência.
Com informações da Agência Senado


