Sarney discutirá com Lula saída para crise no Senado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Vera Rosa<br>Agência Estado 
Brasília - Convencido de que a situação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), está cada vez mais difícil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - apesar de ter negado - pretende ter uma conversa com ele na próxima segunda-feira. Sarney está deprimido com a avalanche de denúncias que também atingem sua família e disse ao presidente, por telefone, que a saída política para pôr fim à guerra no Senado pode ser a renúncia.
Se Sarney disser ao presidente que vai renunciar, o Planalto começará a articular com ele uma alternativa para sua substituição. Nos bastidores, petistas mencionam um plano B: o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
Apesar de ensaiar novo discurso ao afirmar que quem decide se Sarney continua ou não à frente do Senado são os senadores, o presidente não o abandonará à própria sorte. Além de ser grato ao peemedebista pelo apoio dado a ele nas duas últimas campanhas presidenciais (2006 e 2002) e na crise do Mensalão, em 2005, Lula precisa do aliado para manter a governabilidade. Sem o PMDB, a vida de Lula pode virar um inferno no Senado, onde a maioria do governo é instável. Há uma CPI da Petrobras no meio do caminho e Lula ainda espera apoio da parcela do PMDB ligada a Sarney e ao senador Renan Calheiros (AL) para eleger Dilma, em 2010. Integrante da tropa de choque de Sarney, Renan vive em rota de colisão com o PT, que está rachado. Dos 12 senadores do PT, oito querem que Sarney se afaste do cargo.


