Santos quer resgatar imagem da Comurb
Lucilia Okamura
De Londrina
Gustavo Santos tomou posse ontem de manhã como presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), de Londrina, prometendo uma gestão diferenciada que resgatará a imagem do órgão. A Comurb investigada pelo Ministério Público e desacreditada pela população encerra-se no dia de hoje (ontem), afirmou. Desde 99, a Comurb passou a ser o órgão mais polêmico da prefeitura justamente por concentrar a maioria das irregularidades investigadas pelo Ministério Público e que podem ter causado um rombo de pelo menos R$ 16 milhões nos cofres públicos.
Apesar de ressaltar que tornará a companhia mais dinâmica, Santos não adiantou quais atividades colocará em prática. As atividades da Comurb, segundo ele, deverão ser feitas em parceria com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e Secretaria de Planejamento.
Santos tomou posse no lugar de Celso Costa, que retornou às suas atividades particulares. Ele é empresário do setor de informática. Santos disse que não irá instaurar uma auditoria para apurar denúncias de que as irregularidades continuavam acontecendo na gestão anterior. Cabe ao Ministério Público realizar as averiguações, observou. A denúncia de irregularidades foi feita, mês passado, pelo ex-diretor-administrativo-financeiro da Comurb, Eduardo Alonso. Na época, Costa negou as acusações e disse que iria processar Alonso.
O novo presidente da Comurb, que respondia pela Acesf, é o quarto presidente da companhia na atual administração. Além dele, assumiram ontem os diretores Administrativo-financeiro (Helio Giagio), de Transporte e Trânsito (Moysés Cardeal da Costa), de Manutenção e Serviços (Rafael Fuentes Llanillo) e o de Operações (Emerson Barros). Segundo Llanillo, uma das prioridades em sua área será acabar com o matagal nas áreas públicas e particulares. A capina deve entrar no ritmo normal dentro de 15 dias.
Ontem, na Câmara, o secretário de Educação José Dorival Perez prestou depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades na administração pública. Ele foi chamado para explicar se o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) recebeu R$ 5,4 milhões do Conselho de Gestão Fiscal (Cogefi). O Cofegi gerencia os recursos obtidos com a venda das ações da Sercomtel. A ex-secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento também foi ouvida. Os dois negaram os repasses, que constam de relatório do conselho.





