No primeiro dia de julgamento de José Carlos Alves dos Santos, o economista e ex-diretor de Orçamento do Congresso acusou policiais civis do Distrito Federal de terem forjado provas de que ele teria mandado matar a mulher, Ana Elizabeth Lofrano. A defesa de José Carlos sustenta a tese de que os mandantes do assassinato de Ana Elizabeth, morta em 92, foram ex-parlamentares envolvidos no escândalo do Orçamento, que ficaram conhecidos como ‘‘anões’’.
‘‘A acusação diz que tem indícios fortíssimos de que José Carlos foi o mandante do crime. Eu tenho mais indícios em relação a João Alves (ex-deputado envolvido no esquema do Orçamento) e companhia’’, disse o advogado de defesa, Joaquim Flávio Spindula.
José Carlos citou como prova forjada a afirmação de que ele teria fugido de uma barreira policial quando voltava para casa após o suposto sequestro de sua mulher à saída de um restaurante em Brasília. Disse também que não estava em alta velocidade quando seu carro foi abordado pelos supostos sequestradores, conforme registra o laudo pericial.

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