Curitiba - Os funcionários da Sanepar estão em negociação para o reajuste salarial da data-base que é em março. A empresa ofereceu o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 7,68% referente ao período de março de 2014 a fevereiro de 2015, enquanto para os servidores do Estado, o governo propôs 5% de aumento. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento (Saemac), Gerti José Nunes, disse que a empresa apenas melhorou a proposta do vale-alimentação que hoje é de R$ 770. O primeiro reajuste oferecido para o vale foi de R$ 850 e, na última sexta-feira foi aumentado para R$ 874.
Agora, os funcionários fazem assembleias na próxima semana para decidir se aceitam a proposta. A empresa tem 7.400 trabalhadores no Estado. Segundo Nunes, não está descartada a possibilidade de greve. Ele disse que os funcionários acumulam perdas salariais de 12% desde julho de 1994.
A principal reivindicação dos trabalhadores é um piso de 2,5 salários mínimos, o equivalente a R$ 1.970 linear para todos os empregados. Hoje o salário inicial na empresa é de R$ 1.293.
De acordo com Nunes, a Sanepar tem cerca de 850 cargos comissionados, o que encarece o custo da folha de pagamento. O governo é o acionista majoritário da companhia.
Em nota, a Sanepar informou que, do total de 22 sindicatos que representam os empregados da Sanepar, três já assinaram o Acordo Coletivo de 2015 e um aprovou a proposta e irá assinar hoje.
A proposta da empresa é a reposição do INPC que será aplicado sobre o salário e todas as verbas remuneratórias. A companhia esclareceu ainda que, do total de empregados, 44 exercem a função de consultor estratégico, cargos de confiança na Sanepar, o equivalente a 0,6% do quadro de empregados. A empresa informou também que é de economia mista sem relação de dependência com o Estado e que as relações de trabalho com os empregados são regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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