Curitiba - Durante a ''escolinha'' de ontem, o governador Roberto Requião (PMDB) criticou a imprensa por conta da notícia relativa aos 700 desligamentos da Copel. Segundo ele, a imprensa estaria com ''má vontade'' com o governo do Estado. Ao falar sobre o assunto, pela primeira vez publicamente, Requião afirmou ainda que a Sanepar e a Cohapar também devem adotar o mesmo ''plano de sucessão'' que está sendo implementado pela Copel. A Reportagem apurou, contudo, que a Sanepar já adota uma política de desligamento de aposentados pelo INSS.
Só no ano passado, cerca de 300 aposentados foram afastados da empresa. Atualmente, não há nenhum aposentado nos quadros de pessoal. A informação é da assessoria de imprensa da Sanepar. Já a direção da Cohapar informou, via assessoria de imprensa, que não tem uma posição oficial sobre o assunto.
A Reportagem apurou que os desligamentos ''automáticos'' praticados pela Sanepar já geraram ações trabalhistas contra a empresa. O presidente do Sindicato dos Empregados em Concessionárias dos Serviços de Energia Elétrica de Curitiba (Sindenel), Alexandre Donizete Martins, disse anteontem em entrevista à FOLHA que não descarta entrar com ações contra a Copel a partir dos desligamentos. Para o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), uma das consequências da decisão da Copel é ''o passivo'' na esfera do Judiciário.
Na ''escolinha'', Requião enfatizou ainda a realização do concurso público que abrirá mil novas vagas na Copel, em substituição aos 300 aposentados que aderiram ao plano de demissão voluntária e aos 700 aposentados que ainda permanecem em atividade. (André Amorim e Catarina Scortecci/Equipe da Folha)

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