Sanepar é suspeita de crime ambiental
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quinta-feira, 05 de maio de 2005
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara de Vereadores de Londrina apresentou ontem à tarde uma denúncia de crime ambiental supostamente praticado pela Sanepar. O material reunido em diversas fotografias foi exposto pelo presidente da Comissão, Jamil Janene (PDT), segundo o qual a empresa teria contribuído para o assoreamento de trechos do Lago Igapó 2, além de buracos não tampados na malha urbana.
Nas imagens expostas em um telão, no Plenário, há partes do lago assoreadas, conforme Janene, em função de obras realizadas pela Sanepar em dezembro passado. Uma das fotos mostra inclusive os equipamentos de ginástica e do parquinho infantil do local soterrados por montes de terra. Em outra, buracos denunciam partes de esgoto a céu aberto. Soube disso por munícipes que cobraram uma atitude, mas também caminhando pelo lago a gente vê. Está um perigo ali, especialmente para as crianças próximo aos buracos, comentou o vereador.
De acordo com Janene, o documento será anexado no pedido de providências que deve ser encaminhado ainda hoje à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente. A segunda iniciativa da Comissão, informou, será uma reunião com representantes de órgãos fiscalizadores da Prefeitura, como as secretarias municipais da Fazenda, Obras e Meio Ambiente, bem como da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). A Sanepar e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também serão chamados. O encontro não tem data definida, mas deve ocorrer na próxima semana.
Assorearam o Igapó 2 e deixaram terra e pedra nas calçadas que o circundam, o que é proibido pela Lei Orgânica Municipal. Queremos saber por que a Sanepar ainda não foi multada, pois dois dos quatro canais do lago estão assoreados, disse Janene, mostrando fotos também de buracos de obras da empresa feitas na Avenida Juscelino Kubitschek.
A respeito da não aplicação de multa, o parlamentar se refere à lei municipal 9.070, de maio de 2003, que estabelece penalidade de até R$ 1 mil por dia às empresas públicas e privadas que não recomporem a área danificada por obras no prazo máximo de 24 horas.
A Folha tentou contato com o gerente-geral da Sanepar em Londrina, Sérgio Bahlz, mas foi informada de que ele estava viajando. A assessoria de imprensa confirmou que foram executadas obras de ampliação da rede de esgoto próximo ao lago, mas informou que ainda se inteiraria da denúncia de Janene.


