Curitiba - A Sanepar decidiu punir os técnicos que fizeram um parecer considerado como equivocado para a desapropriação de um terreno em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que será usado para a construção do Complexo Piraquara II. Um dos técnicos, Epaminondas Rocha, foi suspenso por 15 dias e o outro, Marcelo Fortes, demitido. Isso porque, três avaliações técnicas feitas em um mesmo terreno tiveram variações que chegaram a mais de 400% de diferença. Uma avaliação inicial mostrou que um dos dois terrenos desapropriados na região custava R$ 1 milhão. Numa segunda avaliação, feita por Marcelo Fortes e Epaminondas Rocha, o laudo apresentou índices bem inferiores aos originais: R$ 593 mil. O terreno seria desapropriado por este valor, quando o proprietário apresentou judicialmente a primeira perícia.
Uma terceira perícia (nenhuma delas judicial) foi realizada e demonstrou que o terreno valeria R$ 2,3 milhões. Valor que foi aprovado pelo Conselho de Administração (CAD) da Sanepar sem que fossem observadas as diferenças nos valores máximo e mínimo das perícias. Dia seguinte, o dinheiro foi depositado para garantir o início das obras. Fortes e Rocha foram chamados para explicar os laudos técnicos apresentados e não teriam conseguido convencer os conselheiros do CAD sobre os métodos analisados. Outro terreno ao lado foi avaliado por R$ 830 mil. Para a Folha, o presidente da Sanepar, Stênio Jacob, informou que demitiria os técnicos se o trabalho realizado por eles estivesse equivocado. Ontem, ninguém na Sanepar quis dar entrevistas. A assessoria de imprensa informou que o assunto não será tratado publicamente.

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