Sanepar cobra contas atrasadas da Prefeitura de Londrina
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sábado, 14 de novembro de 2015
Edson Ferreira<br> Reportagem Local 
Durante as negociações para a formalização de um novo contrato com a Prefeitura de Londrina, a Sanepar apresentou várias faturas de contas de água que não foram pagas pelo município no período de 2007 a 2011. Estima-se que o valor em atraso supere os R$ 15 milhões, porém, nem o presidente da estatal, Mounir Chaowiche, nem o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) confirmam o montante.
Segundo o prefeito, as contas são principalmente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf) e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). "Também há algumas referentes à administração direta. É uma questão que temos que enfrentar e assim que houver a confirmação dos valores, teremos que pagar." Kireeff disse que foi surpreendido pelo débito, mas garantiu que a demanda não interfere nas negociações que estão em andamento com a Sanepar. Mounir também evitou polemizar e preferiu manter o tom diplomático. "Sabemos do zelo do prefeito Kireeff pelas contas públicas, tanto que são pendências de gestões anteriores. No entanto, nessa negociação do contrato de programa com Londrina a nossa ideia é resolver todas as questões que envolvem os dois lados."
Conforme a FOLHA noticiou ontem, a comissão de trabalho montada no município, especificamente para estudar o contrato com a empresa de saneamento, deve concluir a análise das propostas na semana que vem, quando o prefeito deverá decidir sobre o futuro dos serviços de água e esgoto em Londrina.
Embora Kireeff tenha revelado que esperava uma "posição mais ousada" do governo estadual, Mounir mostrou otimismo. "Estamos mantendo um relacionamento excelente. Entendemos o esforço do município, mas também apresentamos os investimentos que a Sanepar tem feito para garantir abastecimento de água e expansão do tratamento da rede de esgoto."
Estudo contratado pela prefeitura no começo deste ano elencou três possibilidades para os serviços de água e esgoto em Londrina e a formalização de um novo contrato com a Sanepar, por mais 30 anos, ficou em primeiro lugar. As demais opções são realizar uma licitação ou municipalizar o setor. O contrato com a estatal paranaense está vencido há 12 anos, sendo renovado temporariamente a cada seis meses.


