Arquivo FolhaSalomão: entrada do Banestado no Proes depende das contas do governoO governo do Estado deverá assinar somente no final deste ano o protocolo para entrar no Programa de Estruturação do Sistema Financeiro Estadual - o Proes (similar ao Proer dos bancos privados). A equipe econômica do governo está negociando com o Banco Central a participação no programa, mas ainda falta uma análise da situação econômica e financeira do Estado para que os técnicos do banco garantam a liberação do dinheiro. O governo estadual conseguiu até agora fazer a renegociação apenas da dívida do Estado. O secretário do Planejamento, Miguel Salomão, disse que o BC renegociou R$ 1,32 bilhão e não R$ 2,3 bilhões como informou ontem o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães.
A renegociação da dívida foi oficializada nesta terça-feira, quando o governador Jaime Lerner e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, assinaram a documentação. O Paraná foi o último Estado a fechar o acordo. Isto aconteceu no último dia previsto pelo Banco Central. Os Estados de Roraima, Amapá, Tocantins, Alagoas e o Distrito Federal ficaram de fora da renegociação.
O dinheiro que o Paraná conseguiu será usado para rolar a dívida mobiliária, que totaliza R$ 420 milhões, e a dívida de R$ 570 milhões do Banestado - que compõe a dívida total do Estado. A parcela que o banco deve se refere à incorporação do Badep (Banco de Desenvolvimento do Paraná), que foi liquidado no final do governo Álvaro Dias. O banco tem ainda outras dívidas e créditos a receber, que não estão computados no total a ser renegociado pelo Banco Central.
O que o governo do Estado espera agora é receber mais um montante de dinheiro para compor o caixa do Banestado. O dinheiro do Programa de Estruturação do Sistema Financeiro Estadual (Proes) poderá injetar no Banestado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, segundo já havia informado o presidente do banco, Manoel Garcia Cid.
O secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães, informou ontem que o banco receberia R$ 1,9 bilhão. Mas o secretário do Planejamento garantiu que o valor foi superestimado. ‘‘Estes valores ainda não estão fixados’’, assegurou Salomão. Ele reafirmou que o governo está comprometido em se retirar do sistema financeiro no Estado, privatizando o Banestado.

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