O candidato ao governo do Estado Sandro Alex (PSD) foi sabatinado no Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo, nesta terça-feira (15). Sergio Moro (PL) havia sido entrevistado na segunda (14), e Requião Filho (PDT) será o convidado desta quarta-feira (16), completando a série de três sabatinas ao vivo previstas pela emissora.

O primeiro assunto tratado na sabatina foi a privatização da Copel, aprovada pela Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) em regime de urgência. A discussão partiu das reclamações de paranaenses sobre o serviço após a venda da empresa. À época, o governo argumentava que a privatização ampliaria a capacidade de investimentos da Copel, com reflexos na qualidade do serviço prestado. Sandro Alex defendeu que a companhia vai receber mais investimentos e que, antes da venda, estava “no seu limite”.

“Nós tínhamos, no passado, um investimento muito precário, era uma subestação sendo construída a cada quatro anos. Nós avançamos, entregamos 19 com o Ratinho e estamos tirando do papel mais 50 novas subestações, e isso é fornecimento de energia”, disse.

O candidato também afirmou que ainda há dificuldade de conexão de produtores rurais com o sistema trifásico e que sua proposta é que o governo ajude nesse processo. “O povo do Paraná continua sendo um dos maiores acionistas, e com direito a veto. Vamos exigir o cumprimento [do contrato], e temos condições para isso, porque o contrato é robusto e o investimento é ainda maior”, pontuou Sandro Alex.

Segundo ele, parte da fiscalização do serviço cabe à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), e a legislação ainda é rígida. “Eu entendo que o governo [estadual] tem capacidade de fazer sua cobrança, e nós faremos sempre, defendendo o Paraná, que é acionista da Copel e vai continuar sendo o maior fiscal de cumprimento do contrato.”

PROJETOS EM URGÊNCIA

Questionado sobre a prática do governo Ratinho Junior (PSD) de enviar projetos importantes em regime de urgência para a Alep, muitas vezes sem proporcionar um debate aprofundado, o candidato saiu em defesa da administração estadual. Disse que muitos assuntos precisam de um “princípio de celeridade”, que a “burocracia atrapalha”, e citou a redução do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), também discutida em regime de urgência.

De acordo com o candidato, seu objetivo é ampliar para 500 o número de colégios cívico-militares, medida que pode ser pautada em regime de urgência, se necessário.

SANEAMENTO

Sandro Alex argumentou que há “excelência” no serviço da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) e pontuou que a empresa tem bons números diante das dificuldades e dos desafios do setor. “Temos uma previsão de investimento de R$ 13 bilhões, são obras em todos os municípios. Temos que corrigir as falhas e fazer as cobranças devidas”, acrescentou. “Meu objetivo: eu serei o governador que vai alcançar a meta da universalização [do saneamento] no meu mandato.”

RODOVIAS

Em seu plano de governo, o candidato afirma que a cobrança da tarifa de pedágio será “suspensa imediatamente” em trechos nos quais houver atraso em duplicações e viadutos. Questionado sobre a legalidade da promessa, ele garantiu que a medida é possível. “Se eles atrasarem as obras, nós vamos pedir a suspensão da cobrança. Eles têm prazo para cumprir, nós temos cronograma de obras. Não vou permitir que paralisem as obras, aí sim tem um descumprimento de contrato”, frisou.

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DESAFIO CLIMÁTICO

Em meio aos estragos provocados pelas chuvas, Sandro Alex sustentou que a Defesa Civil do Paraná está “muito mais estruturada”, com orçamento na casa de R$ 100 milhões. Ele citou a criação do fundo de calamidade, que auxilia os municípios.

“Investimento em novos radares meteorológicos, são R$ 70 milhões. Novos radares que estão prevenindo, tanto que, em União da Vitória, as pessoas foram retiradas de suas casas antecipadamente”, pontuou.

SUGURANÇA PÚBLICA

O candidato foi questionado sobre o programa Olho Vivo, que teve o pregão de quase R$ 581 milhões suspenso pelo TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná). Voltando a dizer que não tem compromisso “com o erro e o malfeito”, Sandro afirmou que, se for necessário, pretende fazer as correções propostas e ampliar o programa.

Ele também voltou a defender a unificação dos contatos de emergência no 190, com a atuação de uma equipe especializada para direcionar as ligações aos órgãos responsáveis.

Sobre o uso de câmeras corporais pela PMPR (Polícia Militar do Paraná), citou que o governo do Estado mantém em fase de testes cerca de 300 equipamentos para um efetivo de aproximadamente 16 mil policiais. Segundo ele, caso se comprove a efetividade das bodycams, irá ampliar o uso da ferramenta.

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