Sandra Graça pede arquivamento de CP
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de março de 2014
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Na defesa preliminar apresentada à presidência da Câmara de Vereadores de Londrina (CML), a vereadora Sandra Graça (SDD) pede o arquivamento da acusação de quebra de decoro parlamentar feita contra ela pelo pré-candidato a deputado estadual Emerson Petriv (PSC), o Boca Aberta. Caso a representação seja mantida, a vereadora solicita que eventual votação sobre a abertura da Comissão Processante (CP) ocorra apenas depois que a Comissão de Ética Parlamentar emitir o seu parecer sobre o suposto ato incompatível com o decoro. Seria uma "revisão do fluxo procedimental", conforme escreve Sandra. Não há prazo definido para que a Mesa se manifeste.
Segundo a representação, que já passou pela procuradoria jurídica da Casa, Sandra teria praticado o ato irregular perante o Legislativo porque foi condenada no caso do comissionado Salvador Kanehisa, que teria recebido sem de fato dar expediente no gabinete dela. A vereadora foi condenada pela 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina por improbidade administrativa e, na sequência, teve negado o recurso no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Porém, como foi decisão monocrática, ainda cabe nova avaliação do colegiado.
No documento, ao qual a FOLHA teve acesso, Sandra afirma que o comissionado tirou férias em 2005, único período em que teria se ausentado. Porém, quatro anos depois, quando Kanehisa foi "surpreendido por uma convocação" do Ministério Público (MP) do Paraná, foi feito o levantamento dos procedimentos internos junto ao setor de Recursos Humanos, e constatado que as férias "não haviam sido lançadas no registro funcional". A alegada falha teria causado uma sequência de 30 faltas ao trabalho.
Apesar da justificativa, o documento com a defesa de Sandra ainda traz cópias de extratos de ressarcimento aos cofres da Câmara no valor de R$ 12,4 mil. "Esta conduta por mim adotada e comprovadamente finalizada (ressarcimento) configura ato incompatível com o decoro parlamentar?", diz, dirigindo-se aos demais vereadores.


