Investigada desde o final do mês passado por suspeita de infidelidade partidária, a vereadora Sandra Graça, do PDT, conseguiu ontem na Justiça Eleitoral uma liminar para apresentação de sua candidatura nos programas do horário eleitoral em rádio e televisão. A decisão foi tomada pelo juiz auxiliar da 42 Zona Eleitoral, Alberto Júnior Veloso, contra a Comissão Provisória Municipal do partido, responsável pelas investigações.
Sandra vinha sendo investigada desde o final do ano passado depois que uma denúncia formal a acusou de pedir votos a outro candidato a prefeito, que não o deputado estadual Barbosa Neto, do mesmo partido que ela. Na semana passada, ela obteve na 4 Vara Cível outra liminar, dessa vez suspendendo os trabalhos da comissão, já concluídos e às vésperas de serem julgados pela Executiva Municipal.
Na decisão de ontem, o juiz entendeu que a não-veiculação da propaganda de Sandra pode prejudicar a candidata, no que diz respeito a ''prejuízos na divulgação de seus dados e propostas aos eleitores por esses importantes meios de comunicação''. Ele determinou ainda o prazo de 24 horas para o cumprimento da ordem judicial.
O advogado do PDT, Assad Janani, informou ontem à noite que o partido nunca se recusou a veicular a propaganda de Sandra. ''Houve, sim, uma recusa dela em gravar no formato estabelecido pela sigla'', garantiu. Janani adiantou que cumpriria a liminar, mas que ingressaria hoje com uma contestação da mesma. Quanto à liminar da semana passada, o advogado declarou já ter apresentado a contestação, a qual, se recusada, afirmou, será motivo de agravo junto ao Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
Procurada pela Folha, a vereadora negou que não tivesse participado das gravações, as quais teriam inclusive testemunhas. ''Gravei no Plenário da Câmara com todos os candidatos do PDT, e todo o corpo de funcionários da Casa viu'', disse. Por outro lado, Sandra admitiu não ter provas materiais dessas filmagens. ''Não tenho, mas confio no meu partido'', finalizou.

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