A vereadora Sandra Graça (PP), alvo de um bombardeio político desde que se consolidou como principal nome para assumir interinamente a Prefeitura de Londrina, disse ontem que acredita na coesão do grupo dos 12. A declaração foi feita antes de o PMDB suspender a participação de Tito Valle na coligação. Sandra reconhece os vínculos políticos com Antonio Belinati (PP), mas disse que tem personalidade própria e não configura o retorno do ex-prefeito à administração municipal.
''Eu não sabia que incomodava tanto'', ironizou. ''Isso tudo é um jogo de xadrez. Se alguém não quer mais participar, outros nomes podem entrar em seu lugar'', afirmou.
No entanto, ela disse acreditar na permanência do PTB e PMDB no grupo. ''O (presidente do PMDB local Luiz Eduardo) Cheida não vetou a participação do Tito Valle. E o PTB apoiou não apenas com os vereadores, mas por meio do presidente do Diretório Municipal e do representante da Comissão de Ética da Executiva Estadual'', afirmou.
A formalização do grupo dos 12 foi feita em documento por escrito, na última segunda-feira, com assinatura de todos os envolvidos. ''Quem retirar (a assinatura) vai ter que prestar contas à sociedade'', avaliou.
Sandra afirmou também que para manter a união do grupo pode abrir mão da candidatura em favor de outro nome. ''Vamos aceitar tudo que for feito democraticamente, como ocorreu até agora.''
A FOLHA conversou ontem com representantes do grupo dos 12 que não aceitam mudar de lado. ''Estou firme. Minha decisão foi tomada junto com o partido e não acreditamos nessas conversas que rolam por aí'', afirmou Rodrigo Gouvea (PRB).
Ivo de Bassi (PTN) criticou a postura do prefeito Nedson Micheleti (PT) e alfinetou a imprensa. ''Não existe isso de que somos inexperientes'', afirmou.
Roberto Fu (PDT) também se disse firme no grupo e afirmou que está havendo muita ''negociata'' para os vereadores mudarem de lado. No início da noite de ontem, a vereadora Sandra Graça chamou os 11 aliados para uma reunião em sua casa visando reagrupar os vereadores. (F.C.)

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