Sander é acusado de envolvimento em licitação fraudulenta
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de abril de 2001
De Londrina 
Os promotores Bruno Galatti e Cláudio Esteves, responsáveis pelas investigações de desvio de recursos da Prefeitura de Londrina, preferiram não comentar sobre o sumiço do empresário José Luiz Sander. Ele é proprietário da Tâmara, o primeiro alvo do Ministério Público (MP), que começou as investigações sobre a corrupção da prefeitura em fevereiro de 1999. Na época, a Tâmara foi acusada de estar envolvida em um esquema de superfaturamento de capina e roçagem de terreno.
Sander é também uma das 30 pessoas físicas e jurídicas denunciadas pelo Ministério Público (MP) em novembro do ano passado em uma medida cautelar inominada que tramita na 5ª Vara Cível. Todos os envolvidos estão com o sigilo total (bancário, telefônico e fiscal) quebrado e com os bens indisponibilizados. Eles são acusados de participação em licitações fraudulentas, que envolvem recursos de R$ 1 milhão.
Ao requerer a quebra de sigilo, o MP levou em conta depoimentos de pessoas ligados ao caso, como de Sander. Ao ser ouvido pela promotoria em agosto do ano passado, o empresário disse que, por dois anos, pagou mensalmente uma caixinha de R$ 21 mil para o deputado federal José Janene (PPB). Segundo ele, o dinheiro serviria como pagamento de uma intermediação do deputado num contrato de segurança bancária.
Ainda de acordo com o depoimento do empresário, o contrato foi fechado em julho de 1997 e, três meses depois, Janene teria começado a fazer pressão para lhe fosse dada uma mensalidade. Muitas vezes a empresa não dispunha do recurso para pagamento nas datas acordadas e quando isso ocorria (eu) recebia ligações cobrando o repasse de dinheiro e algumas dessas ligações eram efetuadas pelo próprio José Janene, diz trecho do depoimento. O deputado nega todas as acusações.


