Os profissionais que trabalham no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Londrina estão enfrentando muitas dificuldades para atender às chamadas. Das doze ambulâncias, apenas duas estão funcionando. Existem outras duas atendendo a população que foram emprestadas do governo estadual. Entre as dez ambulâncias quebradas, seis estão nas oficinas e quatro estão paradas no pátio do Samu. Conforme informações repassadas por um funcionário, os responsáveis pelas oficinas não estão mais fazendo serviço nas ambulâncias alegando falta de pagamento por parte do Ciap.
De acordo com o secretário de Saúde, Agajan der Bedrosian, a manutenção das ambulâncias é responsabilidade do Ciap, o recurso está sendo repassado pelo município, em juízo e depende da autorização do juiz para ser liberado. ''Estamos estudando uma forma de conciliar esta situação. Sabemos que está difícil, mas as quatro ambulâncias estão segurando as pontas (sic) até agora. Não temos outra alternativa, estamos analisando algumas formas de garantir a manutenção das ambulâncias de forma legal, mas ainda não vamos divulgar'', afirmou.
Conforme o secretário, as ambulâncias estão sucateadas. ''Temos algumas ambulâncias com 900 mil quilômetros rodados, quando voltam da oficina aparece outro problema. Desde abril solicitamos ao governo federal a substituição, mas ainda estamos aguardando, queremos conseguir pelo menos duas ambulâncias novas'', disse.
Ele acrescentou ainda que será realizado um pregão para definir a instituição que vai assumir o Samu após o rompimento do contrato com o Ciap. ''Temos que encontrar uma alternativa legal que garanta que as ambulâncias estejam em plena forma para fazer os atendimentos. Este ponto não pode ficar assim. Mas no poder público tudo é demorado, existe uma burocracia que atrasa a solução dos problemas.'' (M.A.)

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