O prefeito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB), anunciou anteontem a criação de quatro secretarias, 11 departamentos e mais 49 cargos efetivos. A medida custará aos cofres públicos cerca de R$ 865 mil por ano. O projeto de implantação será votado amanhã na Câmara de Vereadores, na primeira sessão extraordinária de janeiro.
A proposta foi apresentada aos vereadores 15 dias após Sâmis ter decretado moratória aos fornecedores da prefeitura por 60 dias na tentativa de equilibrar as contas. Durante a posse, ele anunciou como uma das prioridades a redução de gastos do Executivo, visando a amenizar a dívida de R$ 103 milhões herdada do ex-prefeito Harry Daijó (PPB).
O número de secretarias passará de 10 para 14, enquanto os departamentos subirão de 33 para 44. As novas pastas custarão R$ 354.611,64 em seu primeiro ano de funcionamento. Serão criadas as secretarias de Indústria e Comércio, Planejamento, Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública e de Controladoria, Licitações e Gestão Fiscal. Será extinta uma secretaria e a Guarda Municipal será integrada à Segurança Pública.
O peemedebista também vai criar 49 cargos de carreira, com custo previsto em R$ 511 mil por ano. As vagas serão ocupadas por meio de concurso público. Segundo ele, os novos postos ‘‘visam suprir as necessidades das áreas de turismo, obras e habitação face à extinção’’ de três empresas de economia mista. Conforme o secretário de Administração, Elizeu Liberato, a maioria dos postos já existia e agora passam a fazer parte do quadro efetivo.
A verba para custear as novas pastas deve ser obtida no provável aumento da arrecadação anual do IPTU, previsto para acontecer depois da liminar que derrubou a Lei 2.057. Ela isentava cerca de 40 mil contribuintes, que agora devem pagar o imposto neste ano.

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