O prefeito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB), centralizou suas medidas nos cem primeiros dias de mandato na investigação das irregularidades do ex-prefeito Harry Daijó (PPB), acusado de ter deixado uma dívida de R$ 120 milhões, a terceira maior do Paraná. A constante divulgação dos erros do antecessor ofuscaram algumas medidas do peemedebista no trimestre.
Logo que assumiu, Sâmis suspendeu pagamentos aos fornecedores por 60 dias visando ajustar as contas da prefeitura enquanto abria investigação nas contas da gestão passada. Recentemente, sindicância revelou um rombo de R$ 8 milhões em 41 contratos e denunciou 1.462 contratações irregulares através de recibos de prestação de serviços.
Entre as medidas administrativas, o Executivo isentou perto de 42 mil consumidores de energia elétrica, com consumo entre 0 e 200 quilowatts/mês, da taxa de iluminação pública; isentou as crianças de pagar mensalidades nas creches comunitárias, abriu 1,5 mil vagas para frentes de trabalhos e testes seletivos. ‘‘Também tivemos uma economia mensal de R$ 700 mil com a municipalização da merenda escolar e o cancelamento do contrato do lixo’’, completou o prefeito, lembrando que está redobrando os esforços no combate à criminalidade (um dos maiores problemas da cidade).
As medidas ganharam simpatia de setores do município, porém ofuscaram decisões polêmicas tomadas pelo prefeito durante o primeiro trimestre. As atitudes foram aprovadas, inclusive, pela Câmara Municipal, cuja maioria absoluta dos vereadores aprovou grande parte dos projetos relevantes encaminhados pelo Executivo.
O prefeito, por exemplo, esqueceu acordo firmado com sindicato dos servidores municipais durante a campanha eleitoral garantindo que não faria nomeações para os cargos comissionados níveis 4 e 5. Sâmis trocou o nome para assessores 1 e 2, mantendo o mesmo número de cargos (200) e salários.
Também criou quatro secretarias, 14 departamentos e mais 49 cargos efetivos, que custarão R$ 865 mil por ano. Em março, ele dispensou licitação para contratar uma empresa, hoje responsável pela administração do terceiro turno nos núcleos de saúde. O departamento jurídico da Câmara Municipal considerou a dispensa ilegal, mas o prefeito manteve o contrato de R$ 205.780,14 por três meses.

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