O prefeito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB), enviou ontem ofícios ao Banco do Brasil e ao Banestado determinando que todos os cheques pré-datados emitidos pelo ex-prefeito Harry Daijó (PPB) fossem suspensos. A medida faz parte da moratória aos fornecedores da prefeitura pelo período de 60 dias, decretada pelo peemedebista durante a posse, realizada anteontem, no final da tarde.
A atitude de Sâmis tem como objetivo reservar R$ 2,4 milhões para o pagamento do 13º salário dos servidores, atrasado desde 20 de novembro. As contas da prefeitura de Foz, quando foram bloqueadas pela Justiça, no dia 27 do mês passado, tinham montante de R$ 1,3 milhão. Sâmis acredita que o restante do dinheiro será obtido nos ‘‘próximos dias’’, possibilitando o depósito até sexta-feira.
Segundo o prefeito, ‘‘dezenas de cheques pré-datados devem ser suspensos’’, enquanto a Secretaria de Finanças investiga as contas pagas nos últimos dias da gestão de Daijó. ‘‘Iremos analisar com critérios a origem desses débitos’’, disse Sâmis, frisando que serão estabelecidas regras para os futuros pagamentos aos fornecedores.
O prefeito também iniciou um levantamento da dívida de R$ 103 milhões, a terceira maior do interior do Paraná, inferior somente à dívida de Londrina (R$ 530 milhões) e à de Maringá (R$ 210 milhões).
O ex-prefeito Daijó alegou que o montante é compatível com o orçamento do município, que neste ano está previsto para R$ 160 milhões. O ex-prefeito preferiu não comentar a moratória ‘‘porque nós não fizemos isso quando assumimos o governo’’. A medida surpreendeu os fornecedores, que ainda não se manifestaram oficialmente.
Ontem, a nova administração convenceu os funcionários da Santa Casa Monsenhor Guilherme a encerrar a greve. O prefeito garantiu que vai depositar o 13º salário dos funcionários do principal hospital de Foz até sexta-feira. Ele assegurou ainda que os servidores não terão os oito dias de greve descontados de seus salários, além de conceder estabilidade aos grevistas pelos próximos três meses.
O termo de compromisso, assinado pelo sindicato da categoria, diretoria do hospital e pelo secretário de Saúde, Glauco Ramos de Paula, abre ainda as negociações dos depósitos de FGTS atrasados há pelo menos dois anos.
O termo descreve ainda que ‘‘toda e qualquer demissão que venha a ocorrer deverá, após os três meses de estabilidade, ser discutida com a diretoria do Sindicato da Saúde’’.

mockup