Sâmis esquece acordo e cria cargos em Foz
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terça-feira, 06 de fevereiro de 2001
Alexandre Palmar De Foz do Iguaçu 
O prefeito de Foz do Iguaçu, Sâmis da Silva (PMDB), driblou um acordo firmado com o sindicato dos servidores ao trocar a definição de parte dos cargos de confiança da prefeitura. Sâmis criou os assessores II e III em substituição aos cargos comissionados IV e V (CC4 e CC5), que havia prometido extinguir durante a campanha eleitoral.
Os novos assessores têm atribuições e salários semelhantes aos antigos CC4 e CC5 (R$ 400 a R$ 650), que foram criados na gestão do ex-prefeito Dobrandino Gustavo da Silva (PMDB) pai de Sâmis e mantidos pelo ex-prefeito Harry Daijó (PPB). Os comissionados devem ser nomeados a partir da próxima semana.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi) interpretou a medida como uma manobra política. Em 22 setembro, Sâmis assinou um termo de compromisso, no qual se comprometia a extinguir os cargos comissionados nível CC4 e CC5, com aproveitamento dos servidores de carreira, além de contratar funcionários através de concursos.
A diretora da entidade, Cacilda Tavares, afirmou, ironicamente, que Sâmis não chegou a desrespeitar o termo de compromisso. Ele apenas mudou o nome dos CC4 e CC5, disse. Por outro lado, acrescenta que os comissionados não podem ocupar, por exemplo, função de merendeiras, cuja atribuição é exercida por servidores concursados.
Mas para o líder do prefeito no Legislativo, Marcelinho Moura (PMDB), o prefeito estaria respeitando o funcionalismo público municipal. Prova do respeito seria a nomeação de cinco funcionários de carreira como secretários e 14 servidores como diretores.
Apesar de contrariar a posição do sindicato, o projeto foi aprovado pela Câmara Municipal na sexta-feira por 19 votos a favor e um contra. O presidente do Legislativo, Dilto Vitorassi (PT), não precisou votar. Somente o vereador Chico Brasileiro (PCdoB) foi contrário à matéria, defendendo a realização de concurso para o preenchimento das vagas. Os demais parlamentares alegaram que deram um voto de confiança ao prefeito neste início de mandato. Sâmis não foi encontrado ontem.


